sexta-feira, 8 de outubro de 2010

ELEJAM JESUS CRISTO

                
                 A história da humanidade está vinculada a um processo de exploração do povo. Uma política de muita repressão e usurpação do povo foi adotada desde a sucessão de governantes, reis, imperadores e faraós. Uma concepção contrária ao verdadeiro sentido de governar.
                Aquele que é eleito pelo povo deve exercer um trabalho que resulte em melhorias significativas na vida das pessoas. O modelo de “politicagem” historicamente herdado para governar o povo é o lado do humano que exerce. O modelo de política de JESUS é o lado divino que exerce.
                Desde o nascer foi sinal vivo de esperança do povo. No crescer, JESUS, também caminhou com o povo. Para reunir os seus e proclamar a verdade e a vida, não foi necessário o us de “holofotes” e “palanque”. De forma simples apresentou seu grande projeto: “EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA E VIDA PLENITUDE”.  
Indo mais além, JESUS olha, pára e escuta as necessidades do povo. A sua própria morte se constitui em um dos mais belos “discursos”.
Para os governantes terrestres com a crucificação estaria ceifando o reinado de JESUS. Não sabiam eles que era apenas uma das etapas do reinado de JESUS para eternidade.
Portanto, se JESUS eleito for em sua vida, o mandato será por toda vida e muitas bênçãos serão derramadas para o povo. Vista a camisa, balance a bandeira, distribua santinho, faça campanha. REI, JESUS É NOSSO REI. 



Felipe Eugênio, 03 de outubro de 2010

domingo, 26 de setembro de 2010

SETEMBRO – MÊS DA BÍBLIA


Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim
Viçosa-Al

A Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus. É a revelação de Deus aos homens. É nela que se pode entender a natureza do Criador e sua vontade. Foi escrita num período aproximadamente de 1.500 anos, por autores distintos: Escribas, Sacerdotes, Reis, Profetas e Poetas inspirados por Deus. Os textos foram traduzidos e copiados de geração para geração em diversos idiomas, tais como: Hebraico, Aramaico e Grego; até chegar a nós. A Bíblia Católica é a única que contém 73 livros. É dividida em Antigo Testamento (AT) com 46 livros e Novo Testamento (NT) com 27 livros.
Ler a Bíblia é fundamental para ouvir o mesmo Deus que falou ontem fala hoje, na diversidade da vida humana, nas experiências das pessoas e das comunidades. A Palavra de Deus transforma aquele que a lê e se apropria de suas promessas.

Livro do Profeta Jonas

O livro do Profeta Jonas é divido em 04 partes:
1º cap. Jonas rebelde à sua missão;
2º cap. Jonas salvo;
3º cap. Conversão de Nínive e perdão divino;
4º cap. Desgosto do profeta e resposta divina.

Contexto histórico
Os assírios pagãos, inimigos de Israel de longa data, eram uma força dominante entre os antigos nos anos de 885 a 665 aC. Relatos do Antigo Testamento descrevem seus saques contra Israel e Judá, onde eles destruíam a tudo que viam pela frente, matando homens, mulheres e crianças e aqueles que sobreviviam eram conduzidos para o cativeiro longe de sua terra.

Datação e Autoria da carta
As questões da data e autoria de Jonas estão profundamente relacionadas. Se Jonas escreveu o Livro seria, obviamente, datado durante o reinado de Jeroboão II, no início do séc. VIII, cerca de 793 a 753 aC. Se um narrador escreveu o livro, poderia ter sido escrito em qualquer tempo depois do acontecimento descrito nele.
Dentre aqueles que sustentam outro autor, que não seja Jonas, alguns datam o livro na segunda metade do séc. VIII ou no início do século VII, baseado nas datas pós-exílica, após a destruição de Nínive em 612 aC. Ou seja, entre 760 aC ou após 612 aC.

Objetivo da carta
O escrito traz como ponto fundante a mensagem para a cidade de Nínive, terra dos assírios, mensagem esta de um chamado ao arrependimento e uma promessa de misericórdia, caso eles (assírios) respondam positivamente. A cidade de Nínive abrigava mais de 120 mil pessoas; essa era a preocupação de Deus.

Questão social
O povo de Israel vivia uma situação de pobreza, de miséria, de penúria, onde o Império Assírio aumentava os tributos para se fortalecer e com isso comprar armamento para dominar a força as terras desejadas por eles.




Questão econômica
Em Israel toda a economia girava em torno da agricultura, da criação de caprino, na sua grande maioria o povo sobrevivia de forma humilde.

Questão religiosa
O autor reage contra o particularismo sócio-religioso muito aceito na época de Neemias e Esdras, mostrando os desígnios de salvação que Deus tem para com os pagãos, mesmo que sejam inimigos de Israel, ao enviar-lhes um pregador. Rompendo assim com esse particularismo, no livro todos são chamados para a salvação desejada por Deus.

Mensagem atualizada
O livro termina com a pergunta: "E eu não terei pena de Nínive?". Esta questão foi um desafio para todos os ouvintes do tempo de Jonas. E continua em aberto, exigindo uma resposta de quem lê a história. Que a narrativa de Jonas possa trazer novas luzes para a nossa vida pessoal e dos nossos grupos de reflexão bíblica e comunidades. Superar preconceitos é um processo para a vida inteira, a cada dia somos desafiados. Que o Deus da ternura e da misericórdia, que o livro de Jonas nos apresenta, ajude-nos a percorrer este caminho novo buscando uma sincera e imediata CONVERSÃO.


Diácono Luciano Soares

Bibliografias

MORA, Vicent. Jonas: Cadernos bíblicos. Ed. Paulinas, 1983.
VIRGULIN, Stefano. Introdução à Bíblia. Ed. Vozes, 1978